Está tão habituada a despedidas que diria não as sentir. Mentira, se o dissesse.
Ainda assim, está habituada a despedidas.
Conhece os seus rostos e as suas etapas. Prepara-se para ver malas feitas, dizer que vai sentir saudades e desejar-lhe boa sorte.
Não faltará ao dia da partida, como se o espectáculo masoquista a fascinasse, as lagrimas cobrem-lhe os olhos e o pânico confunde-se com entusiasmo.
Sabe de cor a pontada no peito que se segue, a saudade aguda gritada em plenos pulmões aos ouvidos.
Entre a primeira e terceira vez, esqueceu-se de perguntar o que fazer com os planos. Afinal, não havia quem lhe respondesse, pois nesta vida não podem existir planos. Não se sabe o amanhã.
Ninguém sabe o que fazer com os sonhos. Depois da quarta já não se importou com fotografias, talvez não as devesse tirar de todo.
Agora já não se revolta, mas ainda chora em cada adeus.
Dir-se-ia habituada, se se pudesse criar um hábito de dor, manchado como folhas de papel lacrimejadas.
Diz-lhe que vai partir. Ela responde-lhe um sorriso muito grande, como se o egoísmo não a domasse.
Está tão habituada a partidas que só encontra um motivo para teimar em ficar: ALGUÉM TEM DE ESPERAR OS REGRESSOS NO TERMINAL DE CHEGADA.
*Perola Do Oriente
“Sou do tamanho do que vejo.E não do tamanho da minha altura.”
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
sábado, 1 de janeiro de 2011
H
Não sei se é o facto de saber que cá vens que me prende a vontade de escrever, secalhar medo que o que vou escrever te volte a magoar.
De qualquer pessoa que por mim tenha passado, tu foste aquela que de todo não queria magoar nem desiludir, e sei que foi o que mais te fiz.
Sinto-me MAL quando estou ao pé de ti, porque sinto vergonha.
Mal te consigo olhar nos olhos.
Tenho vergonha na banalidade a que tiveste de me associar, por culpa totalmente minha.
Tenho saudades de ti meu italiano.
Todos os dias me sinto culpada pelas cenas que já te fiz, nem sabes o quanto me custa ver a tua mãe todos os dias, o que me custa lembrar-me de tudo, a cada dia.
Quero que saibas que para mim ainda és aquele perfeitinho.
Te voglio benne
De qualquer pessoa que por mim tenha passado, tu foste aquela que de todo não queria magoar nem desiludir, e sei que foi o que mais te fiz.
Sinto-me MAL quando estou ao pé de ti, porque sinto vergonha.
Mal te consigo olhar nos olhos.
Tenho vergonha na banalidade a que tiveste de me associar, por culpa totalmente minha.
Tenho saudades de ti meu italiano.
Todos os dias me sinto culpada pelas cenas que já te fiz, nem sabes o quanto me custa ver a tua mãe todos os dias, o que me custa lembrar-me de tudo, a cada dia.
Quero que saibas que para mim ainda és aquele perfeitinho.
Te voglio benne
terça-feira, 5 de outubro de 2010
um feriado como os outros!
E heis se não quando, do nada, uma pequena lembrança deita por terra a muralha imensa construída à volta do que me é vital para manter a sanidade.
E volta o vazio. Volta a incerteza. Volta a saudade.
Volta a necessidade de plenitude.
O colibri, molhou as asas.
E volta o vazio. Volta a incerteza. Volta a saudade.
Volta a necessidade de plenitude.
O colibri, molhou as asas.
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
sábado, 14 de agosto de 2010
Cheguei a adorar-te.
É impresionante como me achas fútil.
Como pensas que digo "gosto de ti" por dizer, que achas que uma ou duas noites com alguém para mim são comuns, ou que o faço com qualquer um, ou simplesmente por fazer, como é facil a forma como vulgarizas o meu beijo, ou o meu toque corpo a corpo!
As pessoas às vezes, ao contrário do que dizes, colocam o respeito ACIMA de qualquer coisa, como eu faço! Ouvi-te e emediatamente não me passou pela cabeça se não o teu bem.
O teu coração na boca, ou nas mãos não são em ponto algum infantilidade, acusas-me de não precisar de ti e do meu respeito pelas pessoas de quem gosto ser egoismo.
Deixa-me voar, cantar e adormecer!
Como pensas que digo "gosto de ti" por dizer, que achas que uma ou duas noites com alguém para mim são comuns, ou que o faço com qualquer um, ou simplesmente por fazer, como é facil a forma como vulgarizas o meu beijo, ou o meu toque corpo a corpo!
As pessoas às vezes, ao contrário do que dizes, colocam o respeito ACIMA de qualquer coisa, como eu faço! Ouvi-te e emediatamente não me passou pela cabeça se não o teu bem.
O teu coração na boca, ou nas mãos não são em ponto algum infantilidade, acusas-me de não precisar de ti e do meu respeito pelas pessoas de quem gosto ser egoismo.
Deixa-me voar, cantar e adormecer!
domingo, 8 de agosto de 2010
A Lucidez da loucura.
É sempre assim no jardim chamado amor.
O mesmo desvario, sem ela ter sabor, apenas ela repetida, e ja na flor da vida o teu olhar sem cor.
Será o louco mais louco do que o ser humano que sofre por coisas que são pura e simplesmente loucuras!??
Os loucos lucidos, agarram-se á fé, aos amuletos, as coisas, coisas loucas que fazem deles as pessoas normais da nossa deficiente sociedade!
Não se lembram da vida, se foram felizes, se sofreram, se tiveram pessoas que amaram, não se lembram talvez da família e talvez essa não se lembre deles, os amigos será que existiram, viagens, histórias, sorrisos ou lágrimas que muitos de nós pedimos tantas vezes para esquecer!
Ouvem vozes de morte, e quantos de nós já a desejamos!?!
E sabes porque é que ele foge?!! PORQUE TEM VONTADE.
O mesmo desvario, sem ela ter sabor, apenas ela repetida, e ja na flor da vida o teu olhar sem cor.
Será o louco mais louco do que o ser humano que sofre por coisas que são pura e simplesmente loucuras!??
Os loucos lucidos, agarram-se á fé, aos amuletos, as coisas, coisas loucas que fazem deles as pessoas normais da nossa deficiente sociedade!
Não se lembram da vida, se foram felizes, se sofreram, se tiveram pessoas que amaram, não se lembram talvez da família e talvez essa não se lembre deles, os amigos será que existiram, viagens, histórias, sorrisos ou lágrimas que muitos de nós pedimos tantas vezes para esquecer!
Ouvem vozes de morte, e quantos de nós já a desejamos!?!
E sabes porque é que ele foge?!! PORQUE TEM VONTADE.
segunda-feira, 26 de julho de 2010
.oiràrtnoC oA

Entre o medo e a escuridão entrego-me á solidão!
Sou normal, incompreendida. Sol de noite e chuva de primaver.
Os cabelos cor de ouro e os olhos cor de mar não me fazem rainha e muito menos me vão reatar os pedacinhos de coração que deixei por aí enquanto vagueava!
Tenho vergonha do reflexo no espelho, pelas pessoas que maguei, pelas amigas que tive de deixar ficar, os livros que não li, todos os filmes que passei sem ver e os cadernos que não estudei, dos amores a que não respondi, o tempo a menos com o pai e a mãe, o tempo perdido com quem talvez nunca tenha perdido tempo comigo!
Tenho vergonha do reflexo no espelho, pelas pessoas que maguei, pelas amigas que tive de deixar ficar, os livros que não li, todos os filmes que passei sem ver e os cadernos que não estudei, dos amores a que não respondi, o tempo a menos com o pai e a mãe, o tempo perdido com quem talvez nunca tenha perdido tempo comigo!
Esse tempo vem e vai, o que não volta apenas finjo não me fazer diferença.
O luto que não fiz, faz doer hoje muito mais.
Um azul alaranjado, uma ponta bem redonda, a lua rectagular. O dia completamente escuro e a claridade de uma noite. Coisas sem retorno, a vida ao contrario ou desordem total.
Um azul alaranjado, uma ponta bem redonda, a lua rectagular. O dia completamente escuro e a claridade de uma noite. Coisas sem retorno, a vida ao contrario ou desordem total.
(...)até me tornar um colibri.
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