segunda-feira, 26 de julho de 2010

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Entre o medo e a escuridão entrego-me á solidão!
Sou normal, incompreendida. Sol de noite e chuva de primaver.
Os cabelos cor de ouro e os olhos cor de mar não me fazem rainha e muito menos me vão reatar os pedacinhos de coração que deixei por aí enquanto vagueava!
Tenho vergonha do reflexo no espelho, pelas pessoas que maguei, pelas amigas que tive de deixar ficar, os livros que não li, todos os filmes que passei sem ver e os cadernos que não estudei, dos amores a que não respondi, o tempo a menos com o pai e a mãe, o tempo perdido com quem talvez nunca tenha perdido tempo comigo!
Esse tempo vem e vai, o que não volta apenas finjo não me fazer diferença.
O luto que não fiz, faz doer hoje muito mais.
Um azul alaranjado, uma ponta bem redonda, a lua rectagular. O dia completamente escuro e a claridade de uma noite. Coisas sem retorno, a vida ao contrario ou desordem total.

(...)até me tornar um colibri.

sábado, 24 de julho de 2010

mio italiano.


Em outros dias, à hora em que me encontro certamente faltava-me o rímel nas pestanas que ia ponto no carro a caminho de alguma alma generosa que me iria levar.
Sei que a minha premanência no bar maior não era puro desejo de bebida, mas vontade de sentir os teus olhos postos em mim!
Quantas vezes desejei que o brilho nos olhos não fosse nada, que não me deixasse encantar por esse teu geito italiano e cultura linguística que qualquer um não se importaria de ter, era cedo de mais e mesmo que tarde é do meu tempo sosinha que preciso.
Culpo-me por te ter arrastado comigo para isto e culpo-me ainda mais por agora te ter de tirar disto!
A única coisa que queria que entendesses é que só o fiz por ser melhor para ti, mesmo que agora não o consigas perceber. Mas era incapaz de fazer algo que soubesse que te iria fazer mal.
Soubeste de mim os segredos mais incógnitos e disso já mais me vou esquecer pois não te torna como "toda a gente".
As palavras já me sofocavam a garganta à dias, apesar da "falta de cultura" no que escrevo e das simples palavras que me vao soando, explode de mim o mais sincero sentimento por ti.
Eternal Sunshine of the spotless mind*

Te voglio bene.
(...)até me tornar um colibri.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Bailarina.


"Esta menina tão pequenina quer ser bailarina.
Não conhece nem dó nem ré mas sabe ficar na ponta do pé.
Não conhece nem mi nem fá mas inclina o corpo para cá e para lá.
Não conhece nem lá nem si mas fechas os olhos e sorri.
Roda roda roda com os bracinhos no ar,
não fica tonta e sai do seu lugar. (...)
Mas depois esquece todas as danças e quer durmir como as outras crianças."
Esta menina tão pequenina quer ser bailarina.
Sonho, até me tornar um colibri.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

el destino.

Não sei que horas já eram da noite, depois do café voltamos para o carro.
Não tiravas o pé do acelarador, a paisagem era estonteante mas fechei os olhos para poder voltar a sentir aquele momento quando quissesse. O som estava alto e mesmo que pensasses em algo eu não iria conseguir ouvir os teus pensamentos! A letra da musica era exactamento aquilo que te queria dizer, e que gostava de ouvir da tua boca.
Paras-te enfrente a minha casa para me deixar mas os teus olhos pediam-me que ficasse. Fizemos juras de amor para a vida, senti-te ali como nunca te tinha sentido. Partes, mas voltas ligar, prometes-me o mundo, o desejo de um dia casares comigo faz-te prometer que nunca te vais esquecer de mim, chamas-me "benção de deus." e adormeces!

Colgando en tus manos.
*até me tornar um colibri(...)

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Lyov.


Mas a viagem real está dentro, na fonte do seu próprio ser. É no processo de criação que voçê encontra o seu verdadeiro sentido de auto-estima. E a Leão, que aprende isso, e vive, é certamente heróica.


Hoje ignoras-te. Tu não quisses-te ver mais além.

até me tornar um colibri(...)

sábado, 3 de julho de 2010

o teu raio-de-sol


Dei por mim ali deitada. O sol aquecia-me o corpo a música fizera-me pensar em outros tempos aquando o sol me aquecia a mente, pois estavas a meu lado.
Hoje mesmo não presente sei que continuas a estar aqui. Agora meu irmão embora sinta saudades de todos os verões que passamos juntos e de não existir nada no verão que não me recorde de ti, de nós, sei que é melhor assim.
Ontem enquanto dizias que iria ser sempre a tua menina, os teus olhos brilharam, eu senti medo.
Entregamo-nos ao amor e depois voltamos a ser irmãos!


Queria ir rapidinho ali ao futuro.
*até me tornar um colibri(...)