sábado, 24 de julho de 2010

mio italiano.


Em outros dias, à hora em que me encontro certamente faltava-me o rímel nas pestanas que ia ponto no carro a caminho de alguma alma generosa que me iria levar.
Sei que a minha premanência no bar maior não era puro desejo de bebida, mas vontade de sentir os teus olhos postos em mim!
Quantas vezes desejei que o brilho nos olhos não fosse nada, que não me deixasse encantar por esse teu geito italiano e cultura linguística que qualquer um não se importaria de ter, era cedo de mais e mesmo que tarde é do meu tempo sosinha que preciso.
Culpo-me por te ter arrastado comigo para isto e culpo-me ainda mais por agora te ter de tirar disto!
A única coisa que queria que entendesses é que só o fiz por ser melhor para ti, mesmo que agora não o consigas perceber. Mas era incapaz de fazer algo que soubesse que te iria fazer mal.
Soubeste de mim os segredos mais incógnitos e disso já mais me vou esquecer pois não te torna como "toda a gente".
As palavras já me sofocavam a garganta à dias, apesar da "falta de cultura" no que escrevo e das simples palavras que me vao soando, explode de mim o mais sincero sentimento por ti.
Eternal Sunshine of the spotless mind*

Te voglio bene.
(...)até me tornar um colibri.

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