segunda-feira, 26 de julho de 2010

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Entre o medo e a escuridão entrego-me á solidão!
Sou normal, incompreendida. Sol de noite e chuva de primaver.
Os cabelos cor de ouro e os olhos cor de mar não me fazem rainha e muito menos me vão reatar os pedacinhos de coração que deixei por aí enquanto vagueava!
Tenho vergonha do reflexo no espelho, pelas pessoas que maguei, pelas amigas que tive de deixar ficar, os livros que não li, todos os filmes que passei sem ver e os cadernos que não estudei, dos amores a que não respondi, o tempo a menos com o pai e a mãe, o tempo perdido com quem talvez nunca tenha perdido tempo comigo!
Esse tempo vem e vai, o que não volta apenas finjo não me fazer diferença.
O luto que não fiz, faz doer hoje muito mais.
Um azul alaranjado, uma ponta bem redonda, a lua rectagular. O dia completamente escuro e a claridade de uma noite. Coisas sem retorno, a vida ao contrario ou desordem total.

(...)até me tornar um colibri.

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